quinta-feira, 23 de julho de 2015

O amor, aquele que é impulsionado no seu cérebro a cada manhã

Lembro de quando eu tinha meus dezesseis anos e tinha um melhor amigo que gostava de mim. Eu não gostava dele ~ foi mal ~ mas com certeza poderíamos ter sido irmãos numa vida passada. Lembro de explicar pra ele sobre o amor, aquele que não chegava nunca na sua vida e que na minha doia tanto. Mas o que a gente sabe com dezesseis, não é? Eu jamais ouviria meus conselhos da época, mas acho que eu conseguia, ao menos, consolar um melhor amigo. E o amor, aquele impulso produzido pelo cérebro quando há um aumento da dopamina, essa que pode ser diminuida com o uso de anti-depressivo, o amor que não tem nada de científico, na minha opinião, que ta mais pra sentimento mesmo, destino, emoção que mexe até com nosso cérebro, esse amor que eu tentava explicar na adolescencia, não tem mesmo explicação. A gente faz tudo errado de novo e de novo, a gente tenta melhorar, estudar, a gente lê Flaubert, tenta anotar tudo no caderninho e depois tomar decisões racionalmente. A gente lembra do conselho, de que uma hora a gente vai saber que ama, porque é uma coisa louca impossível de explicar. E daí vamos nos doar, vamos estudar mais um pouco pra não errar dessa vez, vamos escrever cartas de amor. Mas quando é pra ser, é. Você não precisa entender muito, nem saber o que era mesmo que você estava escrevendo. Você só precisa ler dois textos bonitos, meditar, tomar um banho. E deixa que amanhã você está novinha em folha pra liberar dopamina no seu cérebro quando ele vier falar bom dia de novo.

Nota: não sou nenhuma neurociêntista, posso ter escrito besteira nesse texto.

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