domingo, 11 de fevereiro de 2018

liberdade, um título clichê

isso vai além de sentir que fiz uma boa escolha perante a vida, me faz até ter de novo aquela vontade de ler poemas e escrever. chega a ser mais excitante do que falar de amor, a forma como ele transborda. a liberdade, esta sim me transborda mais, me intriga. já o amor, ele está ali no alto de um pedestal, daqueles que a gente precisa passar uma vida inteira esticando os braços, pulando, suando até alcançar. por vezes, até duvidamos se era real ou miragem. incrível como o amor se manifesta no fato de eu lembrar do outro o tanto quanto lembro de mim mesma. filha única, vocês me entendem. no entanto, deixe-me explicar que a liberdade é algo como a respiração. experimente prender a respiração por quinze, vinte segundos, ou, se quiser se aventurar, prenda até começar a ficar roxo, igual a Sandra Bullock em Gravidade. e depois respire novamente, livremente. ah! o prazer associado a liberdade é tal qual o prazer de respirar. simples, vital. visceral. está no meu DNA.
é assustador quando parece que perdi, sequer por quinze ou vinte segundos, a minha capacidade consciente em tomar decisões de acordo meu próprio modo de ver a vida, defender minhas certezas, egoicas ou não, mas dar a palavra final.
onde quer que nos amarrem, se você levar a linha mais sádica e masoquista, beleza, nos pulsos, nas ideologias baseadas no medo, naquelas falta de conhecimento - uma puta prisão - ou até aquilo que uns chamam de amor. onde quer que nos amarrem até nos deixarem roxos e alucinando, por cinco segundos os dois meses, não há nada mais biologicamente agradável do que respirar de novo.
ver é sempre melhor. em 4k, HDR, full HD e a porra toda.

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