domingo, 11 de fevereiro de 2018

cemitério de elefantes

franklyn, my dear.
depois dos vinte e quase um diploma
não há mais espaço pra inspiração.

acabo percebendo algo recorrente,
senão pra mim, pra muitos de mim,
que os escritos
aqueles que por vezes carregam um rima
são onde descansam as almas dos que
já foram amados.

mórbido.
poético.
um tanto intelectual, visto o título deste aqui.

aqui jaz um gemido prezo na garganta.
e neste aqui, meia dúzia de lágrimas
que jamais chegaram a molhar qualquer travesseiro.

hoje, por exemplo, um pouco mais perto da minha morte
e quase um diploma
passei creme anti idade pela primeira vez.
o que meu avô iria dizer?
bem, sigo dizendo aos jovens,
aos que ainda escrevem ou amam com usando a inspiração:
nunca, jamais!, alguém morreu de amor.

só os idiotas.

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