quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

29 de janeiro de 2017

Crônica da madrugada:: 03h10
Não pensei que algo tão esclarecedor pudesse se manifestar em mim agora, sábado de madrugada. Sinto dizer que, embora seja deusa da Análise do Discurso, minhas teorias já não me servem de nada nesse momento. As palavras, minhas queridinhas, que levam meus pensamento até as outras pessoas e que servem de ferramenta pra despertar as mais doces sensações, elas me caíram por terra. Não analisei as frases, as pausas, a entonação, respiração, os fonemas ou a cadência. Eu só me permiti ficar em completo silêncio interior, não pra ouvir aquelas palavras e tentar entendê-las, mas pra senti-las. É claro que assim, transcendendo teorias e mandamentos, você pode até recitar uma receita de miojo que nenhum linguísta seria capaz de captar a mensagem, aquela que só se ouve em silêncio. Você poderia ler uma agenda telefônica e eu sentiria seu coração batendo mesmo assim. Quando não se tem respostas, os livros e a opinião alheia podem mais atrapalhar do que ajudar. Ainda mais quando se tratam só de palavras, bem sabemos que podem ser manipuladas e viradas do avesso. Se tivermos linguagem corporal, pele a pele e olhar, também daríamos menor importância às palavras. A verdade não está escrita em nenhum lugar, ela é vivenciada. Dizem que Deus é a Verdade, certo? E ele é paupável dentro de você, no seu silêncio, quando você fecha seus olhos, se aquieta e então vivencia algo fora do comum.
Estou feliz, nessa madrugada de verão, ainda amando muito as minhas palavras (deusa da AD), mas bem melhor depois de ouvi-las (umas 197 vezes ~ risos) com meu coração. Elas são quentes, ao mesmo tempo frescas, uma brisa leve, arrepiam um pouco, passam pela boca do estômago como verdadeiros sintomas dos meus vinte e poucos anos. As famosas borboletas.
Amo viver.

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23 de janeiro de 2017

Preste atenção nas suas palavras. Cuide muito bem dos seus pensamentos. Cuidado com o que pede ao Universo.
Ele realmente pode te ouvir.

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