sábado, 26 de abril de 2014

Pequeno

Aqueles que mais julgam uma criança mal educada são os que não a conhecem. Deve ser por isso que nos aproximamos tanto. Fizemos um trato - não pode bater nem brigar - e a partir daí não tivemos nenhum problema. E a gente se dá tão bem. Descobri que a grafia dele é caprichada e redondinha quando ele escreve meu nome com as letrinhas que aprendeu na escola. Ele sabe falar algumas palavras em inglês e aprende fácil aquilo que eu ensino, além de obedecer as regrinhas que eu imponho. Ao contrário do que dizem, não é ele quem pede colo - ele é bicho do mato - mas sou eu quem o carrego pra todo canto feito um bebê. Logo ele cresce, então por que eu não faria isso? Foda-se a minha coluna e os adultos gritando "solta esse menino nojento". Não sabem o que estão perdendo. Abraços quentinhos, as tais palavras em inglês que ele fala certinho, o "brigado" quando eu levo brinquedo novo, o amor que ele retribui com aqueles olhinhos verdes aos poucos em que confia. Um anjinho pequeno e inocente que me ensina a cada dia como é puro o amor de uma criança.
Porque - caros adultos - não se pode esperar ser amado aquele que não demonstra amor.

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