quinta-feira, 25 de julho de 2019

é assim que a humanidade evolui

foi sempre assim, eu e eu.
não por egoísmo, acredito que seja maturidade.
não sei,
os mais velhos acham que maturidade é
você sorrir pro vizinho que não gosta,
fingir que não ouviu seu tiozão falando uma frase
machista no almoço de domingo.
talvez seja, não é?
no entanto,
já faz um tempo que escolhi a mim mesma
como parceira,
meu Robbin.
e ela sempre aperta minha mão
naquele momento terrível que temos que escolher
ser eu mesma ou ser comum.
não iria imaginar, nos meus piores
pesadelos
um mundo tão apegado às tradições.
são ultrapassadas e eu só quero ir pra frente
mesmo que doa um pouquinho agora
na quebra de paradigmas
eu e eu somos a revolução.
porque é muita ingenuidade
contar que os outros estejam ali amanhã
como peça fundamental dos seus sonhos.
talvez na quinquagésima vez
quem sabe um dia
eles aprendam que eu sobrevivi
às imposições e às tradições
que no século XXI a medicina está bem avançada.
deve ter sido assim que muitos alcançaram
grandes feitos
dependendo
- somente -
de si mesmos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário