Eu
fecho a porta e as cortinas,
só eu, sozinha
nesse quarto e nessa vida.
Eu me resolvo,
eu dou conta,
eu me basto,
eu me tranquilizo,
eu me presenteio,
eu me amo,
eu resolvo tudo.
E nesse embalo,
me alegro pelas minhas conquistas
e as ótimas escolhas que eu faço.
Eu sou forte,
tão forte,
que adoeço sozinha
por não me permitir ser fraca.
Me dou as mãos no espelho -
Orgulhosa e bela.
Eu gozo e eu sinto dor
em cada célula
que agora se sente culpada por ter sido humana demais.
A tristeza é ridícula e infantil demais pra mim,
portanto,
sou minha amiga e amante,
ou não?
Tão engraçado é que agora é o momento
de chorar rios.
É essa a deixa, a cena ideal.
Veja bem, eu choraria por mim -
Por mim! -
não por algum idiota que tenta bagunçar a minha paz.
Um pranto honroso e merecido.
Ria comigo então dessa piada infame:
Seguro todos os meus pedaços,
apertados na minha mão, eles doem!
E eu, mais uma vez,
não choro.
Porque sou forte,
eu dou conta,
eu me resolvo.
Só eu, sozinha.
E isso é tudo frescura.
Vai ficar tudo bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário