O que eu faço pra você? Não sei se você pode sentir o que carrego no potinho, mas só isso que tenho a oferecer. Nada desse mundo faz juz ao presente certo, creio que nem exista o certo, não nesse planeta.
A lua está mudando, é um novo ciclo. As marés estão altas e o mar perigoso. Eu já não sei mais se o que sinto é normal. Não espere de mim um poema normal.
O que vem depois do trinta? O que vem depois do sim? Não, não pode ser mesmo desse mundo. Como em um filme não sabemos quem, afinal, vai ficar com a mocinha, uma tensão que só aumenta e parece não ter fim. Um orgasmo! E depois o sossego...
- Você não me deixe sozinha depois de morta, você fique comigo porque vou ter medo. Vamos atravessar outras vidas.
Eu realmente não sei mais o que dar de mim, nessa língua não há mais nada o que dizer. Me diga qual papel de carta e diagramação conseguem despertar isso em você. Isso que posso guardar num potinho.
Não é desse mundo, não vai ter como escrever uma carta de amor piegas e com rimas. Me perdoe e aceite de bom grado algo que eu achar de bem bonito e puramente simbólico e capitalista.
Um dia, meu bem, debaixo da lua, feito maré alta, depois da canção, aquilo que a gente sente...
Eu quero te fazer sentir isso que guardo no potinho.
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